18 de Junho, 1996.
Mãe e filho aguardam marido e pai, respectivamente, juntos. Uma pequena ansiedade devido a demora dele. A mãe noite já cobria o céu quando ele chega, trazendo um pequeno animal consigo. Uma pequena cadela, com pêlos ruivos e olhos amarelados, este pequeno animal passou a se chamar Lady e não sabia que teria um papel muito importante na vida do menino, de apenas 3 anos.
18 de Julho, 1996.
Uma tarde ensolarada e típica das férias de outono: pais em casa, filhos em casa. Um dia normal. Pelo menos era o que se pensava.
Passaram a tarde desenhando, implicando uns com os outros como uma familia de verdade. Sem saber que seria o ultimo dia da família inteira reunida.
Pai e o filho mais novo,de apenas 3 anos, vão para o quarto quando o pai adormece.
De repente um turbilhão de imagens para o pequenino: uma ambulância, correria, pressa. O que estava acontecendo? Quem eram aqueles homes que levavam seu pai? Por que seus irmãos íam junto? Por que ele não podia ir?
Aquela cena foi a última memória que ele teve de seu pai. Talvez sem a chance de um último abraço ou um último beijo.
[ continua ]
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