Tenho os olhos marejados pelo orvalho da manhã,ou será a chuva?
Andei acordando no meio da noite sem ao menos dormir, sonhando sem sequer fechar os olhos. Os dias cinzas vão e vem, e as vezes o sol se mostra, tímido, mas com raios vigorosos. Parece inseguro no que faz, as vezes.
E assim como ele, eu tenho conhecido o medo de perto. A insegurança não me move, me retarda... Onde está a coragem?
Os dias passam lentos, tenho sempre a impressão de que os minutos são horas. E tenho contado todos eles desde muito tempo.
Tenho os olhos enegrecidos pela noite fria, nem a lua vem me banhar com seus raios de prata.
Minha cruz tem estado fosca, não vejo seu brilho faz tempo. Ou será que não vejo o meu?
Já não tenho noção de espaço, meu chão some e o ar falta... O reflexo no espelho me olha com desprezo, vejo pena nos meus olhos... Pena? Existe algo mais repugnante do que sentir pena de alguem, ou pior, de si mesmo?
Tenho sentido o sangue subir na garganta e o coração quase explodir, posso jurar que morri algumas vezes mas descobri que o tormento ainda existia. Os olhos ao meu redor são juízes, parecem sempre estar em um tribunal só querem as aparencias, nada de fatos.
Esses quinze anos têm parecido 15 decádas, nada me diverte tanto quanto eu espero, nem os sorrisos são tão largos quanto eu queria.
Tenho os olhos marejados pelas lágrimas ardentes, que correm ao poucos e deixam uma linha de amargura pelo rosto. Os velhos olhos vermelhos voltaram e agora... Bom, agora é viver ou viver.

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