A vida é a morte do lado avesso, e foi com base nisso que criei os meus conceitos.
A chance de poder sentir e um dia lembrar do vento no rosto me contempla uma memória que não há de ser conhecida por todos. Hão de ver dias em que o vento não soprará.
A perspectiva de enxergar o mundo como ele é e ter o tato de tudo que pode ser fisicamente sentido, escorrendo pelas mãos e adentrando todos os poros do meu corpo, é o mais sábio ensinamento de que tudo vai passar e com essa passagem vem a mudança. A história só segue um curso natural quando ainda não a conhecemos por inteiro, por isso hei de viver não como um homem mas como ser.
Meus olhos foram postos para suprimir a luz, aquilo que a come e não digere. Sinto o gosto do ar toda vez que respiro e se me mantenho vivo é por que ainda existe uma mudança para ocorrer. Essa mudança vive, se reproduz e não morre, cresce incansavelmente e jamais descansa. É a mutação de todo ser, sempre buscando a evolução e aquilo que meu DNA não produz a minha mente pede quase como que em abstinência. Meu dever, lutar como homem e guerreiro, não falhar como líder e nunca deixar de ser um leal amigo. Se por todos meus valores eu não conseguir sustentar o que sou, hei de jamais conseguir me libertar do mundo terreno e terráqueo em que vivo e fui criado, ainda que me fossem permitido mudar as leis sob as quais sou julgado e afastar o cálice da perdição que vem a ser oferecido nos pequenos detalhes, aqueles escritos nos rodapés.
Colorir a vida com as cores que nos são dadas parece uma opção chula, e não aceito mais que me venham oferecer proteção. Crio as minhas próprias cores, ensurdeço com a minha própria música e construo com meus próprios braços.
Que me quebrem os ossos, partam a carne, me tirem a audição e enfraqueçam a vista se não estiver mais sendo quem sempre lutei para ser.
...à guerra e revolução!
Postado por
Marvin
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