Não se assuste. Todo verbo é transitivo, todo verbo é construído e depende de "eu", "eu e você", você e tudo o que é "nós". Nada é tao singular que se exima de toda pluralidade dos pontos e vírgulas que compõem as orações de sujeitos indeterminados que se elipsam por aí.
Nessa de neologismos, dizemos que o Neo nem sempre é novo, novo como uma novidade que jovializa o mais jovem dos jovens, mas aí entra um ponto e vírgula; quem trazeis à vossa divina inquisição senão nós mesmos que nunca escapamos dos nossos julgamentos? Que essa interrogação exclame toda vez que pusermos um ponto final, não continuativo, redundante como as frases dos pleonasmos de abrir os olhos fechados ou acordar ainda deitado. Parafraseando para frasear o poeta, eu digo que estamos nessa roda viva e vivemos pro nosso destino mandar, aliás melhor nem pôr em travessões - o que seria uma discussão infinita - sobre os nossos destinos, aí nós cativamos vocatizados na voz do povo que toda história foi feita a partir de reticências, de dois ou três pontos, que vem de tantos outros pontos quanto temos de neurônios.
-Há de haver alguém que hei de entender o que dizemos sem ler e sem ouvir, daí todos os enfeites, brincos e anéis que mascaram nossas letras não vão servir para a tamanha lacuna desvendada do nosso vazio, por que aquele que nos entende, nos cativa. E se você ainda lembra dessa palavra ali em cima, sugiro uma oração. Ou mais de uma, depende de quantos verbos vão transitar até que a gente consiga se expressar, dessa vez sem as frígidas vírgulas. Ou somos nós o nominal que completa a sentença, ou somos sentenciados pelos predicados que não queremos.
Postado por
Marvin
0 comentários:
Postar um comentário