Todo dia é a mesma coisa, acordar e respirar até ter certeza da vida. Nada muda.
Daí, os segundos que passam trazem sonhos tão doloridos que a gente até pensa que é só o corpo frio pós sono, mas nunca lembramos do medo que nos abateu do outro lado. Já se passaram 10 segundos e a gente mal lembra o que acabou de sonhar. A gente paga sem saber qual é a dívida.
A rua é cinza de manhã, ainda falta o Sol acordar e já tem aquele homem de baixo da árvore, alvo dos olhares de pena, e ninguém conhece a sua história. Não que ele mereça ser castigado, mas não merece ser estereotipado, também. E nem ninguém, aliás. O cinza branqueia com as horas e o branco enegrece, um ciclo tão normal quanto os dezessete anos que já se passaram e eu continuo parado no tempo e o tempo não pára.
Algo ainda me prende nessa inércia, acho que a cinética não me favorece. Até os trocadilhos andam tortos, eu continuo sentindo saudade. Saudade, saudade... Eu queria fazer diferente dessa vez e escrever diferente, ser diferentes, ou voltar a ser igual a antes, seja quão diferente isso possa ser. Os carros passando pelo ônibus, o cheiro de farinha e ração da fábrica. Carros novos, seminovos e nada novos, pessoas velhas, mesmos rostos, mesmo paradigma e pragmática de sempre. Sou Cavaleiro agora, de novo, sabia? Minha espada se levantou no dia da investidura, acho que foi o mais perto da sinceridade de mim mesmo que já cheguei na minha vida, não tive nada me escondendo por alguns segundos. Quero recriar minhas raízes, mas o que falta? Ou o que tem demais?
Não vou enrolar mais tanto essas palavras, tenho mais coisas para escrever ainda... Assim que conseguir terminar o tema, eu volto a escrever nesse rascunho.

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